Sinopse
Junho de 1940. A França desmorona e assina o armistício. Em meio ao caos, um homem se recusa a ceder. Sozinho contra todos, esse general desconhecido foge para Londres para salvar o que resta de um sonho: a liberdade. Sem exército, sem apoio, sem esperança. Mas com uma convicção insana: a França, a sua França, não depôs as armas. Ele tenta uma última cartada: convencer o mundo de que a batalha da França não terminou e tampouco está perdida. A realidade é obstinada e lhe dá razão. Mas, pouco a pouco, levantam-se ao seu redor, na Inglaterra, na França e na África, resistentes clandestinos, estudantes revoltados e soldados determinados. Sua fé, sua audácia e sua fúria pela liberdade desafiam a História, que, no entanto, parecia ter sido escrita de antemão.

 

Biografia diretor
Antonin Baudry é um diplomata, roteirista, diretor e escritor francês. Tornou-se conhecido inicialmente por sua atuação na diplomacia cultural francesa, inclusive como conselheiro cultural na Embaixada da França nos Estados Unidos. Sua experiência com a política é aparente em seus filmes.
Na área artística, ganhou destaque com a HQ Quai d’Orsay, criada em parceria com o desenhista Christophe Blain, inspirada em sua experiência no Ministério das Relações Exteriores francês. A obra foi adaptada para o cinema em 2013, no filme O Palácio Francês, dirigido por Bertrand Tavernier.
Em 2019, Baudry estreou na direção cinematográfica com O Canto do Lobo, um thriller sobre submarinos nucleares franceses. A produção foi elogiada pela tensão e pelo realismo de suas cenas militares.

 

Benoît Magimel – ator convidado do festival
Benoît Magimel, revelado ainda adolescente em A Vida é um Longo Rio Tranquilo (1988) de Etienne Chatiliez, começou sua carreira com André Techiné no filme Os Ladrões. O garoto atrevido dos anos 80 tornou-se um dos jovens atores mais requisitados do cinema francês e construiu uma carreira marcada pela diversidade de gêneros e por colaborações com cineastas renomados, como Claude Chabrol (A Flor do mal; A Dama de honra; Uma garota dividida em dois), Florent Emilio Siri (Um minuto de silêncio; O Ninho, Na Mira do inimigo e My Way, o mito além da música), e Nicole Garcia (Amantes).

Longe de se limitar aos filmes de autor, chegou a se destacar como uma das estrelas do cinema de grande espetáculo, formando duplas de sucesso com Jean Reno em Rios Vermelhos de Mathieu Kassowitz (2003) e, posteriormente, com Clovis Cornillac em Os Cavaleiros do Ar (2005).

Benoît Magimel recebeu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes por A Professora de Piano (2001) de Michael Haneke e três prêmios César: Melhor Ator Coadjuvante por A Cabeça Erguida (2016) e Melhor Ator por Enquanto Vivo (2022), ambos da cineasta Emmanuelle Bercot e por Pacifiction, de Albert Serra (2022). Entre seus trabalhos recentes estão A Paixão de Dodin Bouffant, Rosalie e O Rei de Argel.

 

Críticas
– “O filme tem um ritmo acelerado, emenda peripécias e as cenas obrigatórias — é também educativo —, mas este primeiro capítulo desperta a vontade de descobrir a continuação e, sobretudo, deve agradar a todos os públicos, dos velhos boomers aos adolescentes. O que não seria uma conquista nada pequena” Paris Match

– “O filme não é menos envolvente quando se desloca para o teatro das operações. Essa narrativa de uma quimera que se transforma em realidade (a França Livre) é um filme como os americanos já não fazem mais. E como os franceses jamais fizeram.” Le Figaro

Uma epopeia histórica incrivelmente ousada! Le Parisien

 

Prêmios
Seleção Festival de Cannes 2026, fora da competição